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Ultimamente, muito tem se discutido sobre o modelo tradicional de ensino. Nascido no século XVIII, sob influência dos iluministas, este modelo sofreu severas críticas e trouxe, à tona, calorosas discussões que nos fazem pensar sobre outras formas alternativas de se melhorar o processo de ensino-aprendizagem.

A escola tradicional se fundamentou, a priori, na ideia de universalização do acesso do indivíduo ao conhecimento, porém, pelo fato de ter nascido durante a Era Industrial, o sentido da educação estava estritamente relacionado à necessidade de se formar mão-de-obra:

O iluminismo educacional representou o fundamento da pedagogia burguesa, que até hoje insiste, predominantemente na transmissão de conteúdos e na formação social individualista. A burguesia percebeu a necessidade de oferecer instrução, mínima, para a massa trabalhadora. Por isso, a educação se dirigiu para a formação do cidadão disciplinado. (Gadotti, 1995.)

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A imagem que, certamente, nos vem à mente quando se fala de escola tradicional é de uma sala de aula com carteiras enfileiradas, um professor na frente de seus alunos, transmitindo conteúdo desenfreadamente.  Nesse contexto, toda autoridade é concedida ao professor e, aos alunos, cabe apenas o papel de obedecer às suas ordens e absorver o conteúdo ministrado em sala de aula. É válido esclarecer que, de modo algum, este texto tem a função de depreciar ou menosprezar a importância que o professor possui no papel de aprendizagem. O objetivo dele é apenas informar sobre as origens deste modelo e convidar o leitor à reflexão.

Embora esta estrutura de ensino ainda se faça muito presente nas escolas, novos métodos e posturas educativas no Brasil e no mundo todo têm alterado esta realidade. Aliás, há a grande necessidade de adaptar às práticas educativas ao nosso contexto histórico-social, de acordo com o que o mundo atual demanda. Sob este prisma, é preciso pensar em modos no qual o aluno possui um maior espaço para manifestar sua capacidade criativa, de expor sua opinião, suas ideias, emoções e pensamentos, de forma a levar que o aluno aumente seu protagonismo em sala de aula,  de fazer com que ele desenvolva pensamento crítico-refletivo e que entenda que o objetivo da escola não é fazer com que decoremos uma série de conteúdos e matérias que pouco se relacionam com a nossa realidade e o mundo, assim como é imprescindível que o aluno entenda, também, seu papel de ajudar a construir a realidade.

Atualmente, não se dá para pensar o mundo pós-moderno sem citar os diversos avanços tecnológicos na área da informação que, de certo modo, estão tomando, aos poucos, o lugar do conteúdo presente em lousas e livros, assim como também exige que a escola esteja preparada para receber alunos que, se outrora, recorriam às antigas enciclopédias e outros livros em prateleiras de bibliotecas, hoje já encontra tudo o que procura na internet.

Além disso, o celular e outros dispositivos tecnológicos estão sendo grandes vilões em sala de aula: hoje é mais difícil apreender a atenção do aluno, que, conectados na internet ou ansiosos para voltarem para suas casas para assistirem suas programações favoritas, jogar vídeo-game etc, não estão inteiramente “presentes” na sala de aula. Nesse sentido, fazer com que o aluno se concentre na explicação do professor se tornou mais difícil. Deste modo, atividades lúdicas, dinâmicas e interativas são muito bem-vindas em tempos de fácil distração.

Por último, outro ponto a se destacar e que já foi mencionado no texto é a falta de oportunidade que o aluno encontra para produzir, sobretudo, em escolas que seguem fielmente a estrutura tradicional de ensino. Isso, de certo modo, impede que o aluno desenvolva sua criatividade, explore suas ideias e sentimentos, o que contribui para construir alunos passivos que entendem que só existe certo e errado no ramo do saber. Sob essa ótica, é importante sugerir atividades cujo aluno tem mais poder participativo, assim como conduza o aluno a se questionar à cerca da realidade e do mundo, a fim de  que possamos construir o futuro juntos.

Por Jakeline Borba, voluntária do CREA+

 

 

 

 

 

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